Terça-feira, Outubro 17, 2006

convite e/ou piada interna

e se nós tentássemos lembrar qual? o nome daquela peça e interrompêssemos o meio dum bom filme e fôssemos eu-fadinha-de-ressaca você-menino-de-boné destoar, juntos, nas primeiras gotas que tornam a cair e se corrêssemos e se chorássemos e se chovêssemos nós inundando o concreto e resolvêssemos desistir da realidade e adotássemos a estética fake dos musicais e gritássemos com uma solenidade um tanto leviana as mais célebres juras de amor, e se só depois dos meus olhos maquiado-escorridos como que de lágrimas quedadas do céu voltássemos descalços correspondendo às luzes da cidade e residentes e fizéssemos planos inseguros de atropelamentos teóricos e se quase bailássemos e se nos deitássemos e se tentássemos beber da água que restaria em seus poros em meus pêlos e decortinássemos o que havia sobrado de nossas roupas e eu fracionasse e esquecesse um pensamento sobre as musas pois você já estaria em perfeito encaixe e se seu peso fosse o único queu me achasse capaz de suportar e se eu te convidasse pra fazer residência deitado entre minhas pernas e se fôssemos e se voltássemos e se nos víssemos e nos cegássemos e se dividíssemos por fim um o lado do outro quando a única coisa a ser dita seria no encontro orvalhado dos cílios (fala comigo doce como a chuva)

Sexta-feira, Julho 28, 2006

passarim me contou


cadê, cadê vocês oh amigos-de-infância?
se não aparecer nenhum em um ano, troco de realejo.

Quinta-feira, Julho 06, 2006

curtas

1.
paixão entranhada pelas paredes da casa.

alicerce. força motriz.
todo pivô e mero pretexto:
sibilar entre cinismo e timidez.

2.
preciso lembrar sinceramente do quanto a expressão de prazer pode se assemelhar com a de dor.

3.
as veias da cidade se confundem com minhas ruas

Sábado, Junho 24, 2006

eu e esse meu maldito amor pelas coisas imperfeitas.

Sábado, Junho 03, 2006

basta!

cansei de acreditar na minha própria mentira.

nayra l., a romântica em conflito


assim que as coisas se normalizarem, se o assassínio o permitir, enfim, importa: meu sonho nunca foi usar vestido de noiva. escrevo.

Sábado, Dezembro 03, 2005

(re)descoberta

"a realidade é uma pobreza de alma absoluta."

xico sá

Domingo, Novembro 20, 2005

aconselho a clicar num dos linques aí e olhar o último texto do eduar(i)do. a dordecotovelo dele tá muito mais bonita que. bem. deixa pra lá.

***

o texto abaixo, bem, é o texto abaixo.

em miúdos

chicobuarqueando é por aí, tó seu neruda, dá as alianças. porque findhistória não tem outra, mesmo. que durante anos evitei deixar largada em casa que não a minha (podendo agora por não ter mais teto). entre nós (desatados, talvez?) nunca houve declaração que não meu jeito bêbado seguido da eterna negação do eterno de seguido dia. mas como testemunhas do não-me-dito as cousas com suas digitais & um resto de dignidade cobrando o retorno ao lar, a saber: o fante com jeni o gaiman com eunice as horas & as meninas comigo, todos minterrogando lágrimas, só sabia que a devolução em massa implica num ponto. no caso, a dúvida: final. retruquei, pois, s'eles queriam também a devolução piegas das lembranças itálicas e de meus rabisques e de meus disquetes. inda ía gritar pra dizer que é próprio o corpo nu, platéia!, como entregar os dias em que fiz uma versão mais feminina, tua, prencantar os olhos do metrô? noite de lágrimas em nudez com eduardo: Mas que gracinha, ela tá chorando (silêncio) Agora encontrou um igual., me diz? & os pingos de whisky qu'ainda esgotam minhas costas? nunca mais ler a troca demails, passar pela rua de cabeça baixa, miles davis nem pensar. sem sweet funny valentine... & por mais-menos, nunca mais a letra ébria? inda é quem merece o quescrevo, ligar no celular pra cair, sempre a beleza do feminino, você,

meu personagem favorito,

por minha conta e risco.